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Pesquisa sobre gestão e representatividade ecológica das RPPNs catarinenses

Você sabia que Santa Catarina é o estado que possui a maior proporção de território protegido por Reservas Particulares dentre todos estados do Brasil? Pois esta e outras novidades sobre as RPPNs de Santa Catarina você pode encontrar na dissertação de Isaac Simão Neto, Analista Ambiental do ICMBio, biólogo e mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental pela UDESC. Concluída em 2017, esta pesquisa abordou a gestão e a representatividade ecológica das RPPNs catarinenses no contexto da Mata Atlântica do estado. Parte dos resultados já foi apresentada no V Congresso Brasileiro de RPPNs e no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, eventos que ocorreram este ano em Florianópolis.

Tendo visitado todas as RPPNs criadas até junho de 2017, entrevistado seus proprietários e gestores e trabalhado com análise de imagens de satélite, Isaac concluiu que as RPPNs catarinenses são muito importantes para o sistema estadual de Unidades de Conservação, uma vez que protegem certos tipos de vegetação que ainda não são abrangidos por nenhuma Unidade de Conservação pública do estado. Dos 24 tipos de vegetação descritos para o estado de Santa Catarina (pesquisa publicada em 1978, feita pelo renomado botânico Roberto Miguel Klein), dezessete deles são protegidos pelas RPPNs, sendo que quatro exclusivamente por tais UCs. À título de comparação, as UCs de Proteção Integral do estado protegem quinze tipos de vegetação, enquanto as UCs de Uso Sustentável protegem sete.

Além disso, o trabalho mostrou que apesar das motivações para a criação das RPPNs serem muito diversas, a maioria teve esta iniciativa por um anseio meramente conservacionista. Além disso, a pesquisa mostrou que administrar uma Reserva Particular impõe aos seus proprietários grandes desafios, tais como o desconhecimento geral da população sobre tais áreas, a escassez de recursos financeiros para investimento e a deficiência de apoio técnico proveniente dos órgãos públicos responsáveis por tal. Isto faz com que todo o potencial que estas Unidades de Conservação possuem para ir além da proteção, não seja plenamente atingido.

Por fim, conclui-se que maior apoio técnico para a gestão das RPPNs por parte dos órgãos públicos, maior engajamento e participação dos proprietários e gestores em associações que os representem e a implementação de mecanismos financeiros de compensação aos seus proprietários, tais como Pagamentos por Serviços Ambientais e ICMS Ecológico, são de fundamental importância para o futuro das RPPNs.

Para quem quiser conhecer o trabalho sobre a motivação dos proprietários para criação das RPPNs acesse:

https://www.researchgate.net/publication/324896768_Motivations_of_landowners_to_create_Federal_Private_Natural_Heritage_Reserves_in_the_state_of_Santa_Catarina_Brazil

Já para quem quiser conhecer a dissertação completa acesse:

https://www.researchgate.net/publication/327651446_ANALISE_DA_EFETIVIDADE_DAS_RESERVAS_PARTICULARES_DO_PATRIMONIO_NATURAL_RPPNS_DE_AMBITO_FEDERAL_EM_SANTA_CATARINA_-_MANAGEMENT_EFFECTIVENESS_EVALUATION_IN_PRIVATELY_PROTECTED_AREAS_IN_SANTA_CATARINA_BR

Imagem2                                 Áreas Prioritárias para conservação da biodiversidade (MMA)

Isaac Simão Neto 2018-11-30 at 14.02.37                                                                   Isaac Simão Neto

 

 

RPPN RIO DAS LONTRAS 02

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